“Nota-se nos portugueses um desalento compreensível”, diz a secretária de Estado do Tesouro

Maria Luís Albuquerque diz que "o país viveu na ilusão de uma prosperidade futura" Foto: Daniel Rocha

A secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, disse hoje que se “nota nos portugueses um desalento compreensível” perante a sucessão de medidas de austeridade impostas pelo Governo.

“As duras medidas aplicadas – aumento de impostos, contenção das prestações sociais – tornam extraordinariamente difícil a vida de muitos portugueses, apesar das preocupações do Governo de proteger” quem tem menos rendimentos, disse Albuquerque na cerimónia do 40.º aniversário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas.

A secretária de Estado admitiu ainda que “as pessoas e muitas empresas não sentem ainda no seu dia-a-dia os efeitos positivos” das reformas estruturais levadas a cabo pelo Governo.

No entanto, disse ainda a secretária de Estado, as actuais medidas são necessárias, porque a economia nacional está num “momento dramático” cuja gravidade “não pode ser exagerada”.

Nesse sentido, Maria Luís Albuquerque defende que é necessário “falar verdade”, argumentando que, “durante muitos anos, o país viveu na ilusão de uma prosperidade futura”.

Sucessivos governos “desconsideraram totalmente aquilo que muitos gostam de pensar como critérios economicistas” para a despesa pública, as empresas “fizeram investimentos exclusivamente com base em dívida” e até as famílias se endividaram para comprar casa “por não haver mercado de arrendamento sólido”.

Muitas destas revelaram-se “dolorosamente erradas”, concluiu a secretária de Estado.

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