Moviflor recorre ao processo especial de revitalização

Plano de recuperação financeira deixa de fora os mercados de Angola e Moçambique, onde o negócio da Moviflor é autónomo.

A Moviflor tem 950 trabalhadores em Portugal Laura Haanpaa

A Moviflor, grupo português da área do mobiliário, anunciou nesta quarta-feira que decidiu recorrer ao processo especial de revitalização (PER), com o objectivo de recuperar financeiramente a empresa e manter os 950 postos de trabalho em Portugal.

Criada há 42 anos, a Moviflor justifica, em comunicado, a decisão com “o intenso e prolongado clima de crise económica e financeira” que tem “provocado um forte impacto no rendimento dos consumidores, afectando de forma significativa todo o sector no qual se insere o negócio” do grupo.

“Este instrumento tem como objectivo fundamental a recuperação financeira da empresa e, consequentemente, a manutenção de centenas de postos de trabalho e a continuidade do contributo para a indústria nacional”, refere a empresa.

Actualmente, a Moviflor tem 950 trabalhadores em Portugal.

“Os termos do plano de recuperação estão a ser definidos em detalhe”, garantindo que “a adopção deste instrumento [PER] não afectará a actividade comercial da empresa”, pelo que “lojas, armazéns e escritórios da Moviflor continuarão a funcionar e a servir os portugueses, como fazem há mais de quatro décadas”.

A Moviflor sublinha que o plano de recuperação financeira “não abrange os mercados de Angola e Moçambique, onde o negócio é autónomo”, apontou.

Em 2008, a empresa iniciou a internacionalização, com a abertura da primeira loja em Angola. No ano passado arrancou com as operações em Moçambique.

“A administração da Moviflor já informou os colaboradores, a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT) e o Sindicato dos Trabalhadores do comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), a quem solicitou uma reunião a realizar assim que estejam concluídas as linhas orientadoras da revitalização”.

Apesar da conjuntura, “a administração da Moviflor manifesta a sua confiança na recuperação económica da empresa”.

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