O BES quer apostar no muito curto prazo numa operação mais forte em Macau para acompanhar a intenção de Pequim de internacionalizar a moeda chinesa , revelou esta sexta-feira Amílcar Morais Pires, CFO do BES, quando falava, em Madrid, num encontro com jornalistas portugueses.
"A decisão [aposta em Macau] é crítica para nós pois queremos assegurar que, no futuro, o BES, enquanto banco de empresas, terá um papel nos fluxos internacionais entre a China a América Latina e a China e África", explicou Morais Pires. O gestor declarou mesmo que a revisão do business plan para Macau "é iminente" e "muito importante". O BES opera em Macau através do BESOR (Oriente), instituição que será reforçada a breve prazo com quadros portugueses e locais.
A intenção, contou Morais Pires, é acompanhar a decisão de Pequim de internacionalizar a sua moeda, o yuan o renminbi, através de operações de comércio externo nos fluxos de exportação e importação entre a China e a América Latina e África. No caso da América Latina, a China mantém relações comerciais fortes com o Brasil e começa, agora, a ter com a Colômbia. Já em África, para além de outros países, Pequim tem grandes interesses em Angola e Moçambique, onde os brasileiros também investem.
Morais Pires contou que as análises realizadas pelo BES, que revelaram uma intenção clara das autoridades chinesas em incrementar a internacionalização da sua moeda (um projecto a 10 anos), levaram a instituição liderada por Ricardo Salgado a olhar para Macau. "Queremos assegurar que no futuro vamos estar nos fluxos comerciais com a nova moeda (yuan o renminbi) que acreditamos que será uma moeda de futuro", a par do dólar, euro e yen.
Na Europa, onde o BES já tem operações em Espanha e Inglaterra, o eixo de observação está agora no Luxemburgo, em Paris e em Frankfurt, revelou Morais Pires. Pedir a transformação do escritório alemão em sucursal e desenvolver operações já existentes, designadamente, em França, onde o BES tem um acordo com o Crédit Agricole e o banco BES Venetia, são decisões que estão a ser equacionadas. O objectivo é acompanhar a diáspora portuguesa relacionada com mercados maduros. "Os portugueses que emigram para essas regiões tendem a ajudar as famílias que ficam em Portugal e o BES quer acompanhar essa nova realidade", observou.
A jornalista viajou a convite do BES

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