O ministro sueco das Finanças, Anders Borg, considera ser melhor para o futuro da Grécia sair da moeda única. Para a economia do país, diz, seria doloroso, mas a via com mais hipóteses de “funcionar”.
Em declarações à rádio pública SR à margem da reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Tóquio, no Japão, o governante afirmou sobre o caso grego: “Se [o país] deixasse a zona do euro, provavelmente restauraria a sua competitividade” e poderia regressar à união monetária.
“Esta é uma via dolorosa e complicada, mas é difícil encontrar uma outra que pudesse funcionar”, acrescentou, contrariando a mensagem que esta semana foi peremptória ao defender que a Grécia se deve manter no euro.
A Suécia, que se recusa a aderir à zona euro, expressou publicamente o seu cepticismo em relação a um reforço da solidariedade financeira entre os países da União Europeia, mostrando-se contrária à ideia de uma união bancária europeia, que, segundo os líderes dos 27, deverá dar os primeiros passos até ao fim do ano.
A Grécia, com o apoio da maioria da sua opinião pública, tem tentando manter-se no euro, apesar de a sua economia dever entrar em 2013 no sexto ano de recessão.
Para Estocolmo, a ideia é arriscada, porque poderia obrigar os países que aplicam uma supervisão estrita ao seu sector bancário a assumir o custo de salvar as instituições financeiras de países em dificuldades.

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