O ministro da Economia de Espanha, Luis de Guindos, afirmou esta quarta-feira que, por enquanto, Madrid não pediu ajuda financeira à União Europeia mas, se tiver de o fazer, não será “um resgate à portuguesa nem à irlandesa”.
Numa entrevista à ABC Punto Radio, Guindos esclareceu que a intervenção do Banco Central Europeu seria sobre os mercados da dívida para reduzir os custos de financiamento de Espanha, como já aconteceu entre Agosto e Dezembro do ano passado, quando a instituição comprou dívida espanhola, escreve o jornal El País.
Espanha, mais que um resgate, “necessita que se dissipem as dúvidas sobre o futuro do euro”, disse Guindos.
Nesta entrevista, o governante disse ainda que não subiria novamente o IVA, apesar das recomendações da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico”. CHegou a apontar-se para uma subida deste imposto para os 24%.
Guindos anunciou também que todos aqueles que perderam as casas desde o início de 2008 podem concorrer ao fundo social de habitação que terá disponíveis 6000 casas.
O governo de Madrid está a ultimar o acordo com as instituições de crédito para aplicar esta medida. “É uma contradição dolorosa que se estejam a verificar despejos num país com 700 mil casas vazias”, acrescentou o ministro.

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