Ministra do Fomento diz que pedido de resgate de Espanha está em aberto

O pedido formal de resgate à troika "continua em avaliação" por parte do governo de Madrid, disse Ana Pastor, responsável pelo Ministério do Fomento do Executivo de Mariano Rajoy.

Tal como disse Rajoy, "nada está fechado" sobre o resgate Reuters

O pedido formal de resgate à troika "continua em avaliação" por parte do governo de Madrid, disse ontem Ana Pastor responsável pelo Ministério do Fomento do Executivo de Mariano Rajoy. A ministra sublinhou que o executivo espanhol tomará a decisão que for adequada para defender "os interesses de Espanha", mas reconheceu que "nada ainda está fechado", afirmações que surgem em linha com posições manifestadas recentemente pelo primeiro-ministro espanhol.

"Espanha tem estado a fazer, e continuará a fazer, o que é necessário para recuperar a credibilidade", assegurou Ana Pastor, que falava quinta-feira à noite, em Madrid, durante um jantar com jornalistas portugueses promovido pelo BES  que tem uma operação bancária em Espanha, com 25 agências, orientada para a gama alta de particulares. O projecto é estender a rede comercial a 50 balcões até final de 2013, cobrindo todas as províncias. Para além de Ana Pastor, o presidente do BES, Ricardo Salgado e Amílcar Morais Pires, CFO do grupo português e responsável pelo pelouro da internacionalização, estiveram presentes no encontro.

A ministra fez questão de lembrar que Espanha, que está há vários meses a seguir um programa de austeridade monitorizado pela troika e com o sector financeiro intervencionado, vive hoje uma situação complicada devido a problemas financeiros e a erros cometidos no passado, que resultaram, designadamente, em "obras faraónicas" que geraram perdas volumosas. Na sua intervenção revelou, por exemplo, que só o seu Ministério de Fomento tem um défice de 40 mil milhões de euros.

Sobre as relações luso-espanholas, a ministra evitou desenvolver o tema, ainda que tenha referido que há dossiers em discussão como o ferroviário (TGV) e da circulação rodoviária transfronteiriça. Sobre a crise económica e financeira que afecta os dois países vizinhos disse: "Cada um [Portugal e Espanha] terá de ser capaz de sair da crise e depois todos juntos (União Europeia) teremos" de avançar para uma maior integração europeia. 

 "Fazer o que for necessário para reforçar e incentivar a produtividade e, por essa via, a competitividade da economia espanhola" é um dos desígnios de Ana Pastar, que tem em mãos dossiers importantes como o rodoviário, portuário, aeroportuário e  habitação (em Espanha existem hoje mais de mil casas vazias). 

A jornalista viajou a convite do BES

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