Mercado asiático arrasta bolsas europeias para terreno negativo

Bolsas de Milão e Frankfurt estão a recuar esta manhã mais de 2,5%. Na praça lisboeta, 18 cotadas seguem a desvalorizar.

O Dax, de Frankfurt, recuava 2,73% minutos depois das 11h Joachim Herrmann/Reuters

Depois de um forte recuo da Bolsa de Tóquio em reacção à descida da produção industrial na China, a envolvente externa está a penalizar os principais mercados europeus na manhã desta quinta-feira.

As praças de Frankfurt e Milão lideravam as perdas minutos depois das 11h, com quedas superiores a 2,5%. A bolsa de Lisboa acompanha o sentimento negativo que está a marcar as negociações, com o PSI-20, o seu índice de referência, a desvalorizar 1,79%.

A descida inesperada da produção industrial na China reflectiu-se numa contracção acentuada do índice japonês Nikkei, que, ao registar a terceira maior descida da sua história (7,32%), teve a contracção mais acentuada desde o desastre nuclear de Fukushima (em Março de 2011). O mau desempenho do índice nipónico acabou por arrastar as praças europeias para terreno negativo.

O ambiente pessimista nas praças europeias antecipa também a divulgação de dados sobre a actividade económica do sector privado no espaço da moeda única. Na mesma tendência de ontem em Wall Street, os investidores reagem em baixa às palavras do presidente da Reserva Federal norte-americana, Ben Bernanke, que no Congresso norte-americano reconheceu as fragilidades da recuperação da maior economia do mundo.

Na Europa, o índice FTSE MIB, de Milão, recuava 2,66%, seguido pelo Dax, de Frankfurt, que desvalorizava 2,65%. Pouco menos perdia o índice grego Athens General, com uma contracção de 2,07%.

Já o madrileno Ibex-35 seguia com uma queda de 1,98%. Mais próximos da bolsa lisboeta estavam as praças de Bruxelas e Amesterdão. Enquanto o índice Bel-20 recuava 1,75%, o holandês AEX registava uma contracção de 1,76%.

No PSI-20, 18 empresas seguiam a perder valor (as excepções eram o Banif e a PT). No caso da operadora de telecomunicações, a cotação abriu no vermelho, no dia em que o grupo divulgou uma queda homóloga de 52% nos lucros do primeiro trimestre, mas as acções acabaram por inverter a tendência.
 
 
 

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