Mario Draghi foi esta segunda-feira ao Parlamento Europeu afirmar que todos os países sob intervenção estão a fazer progressos e que Portugal deve ter em atenção que um abrandamento da austeridade trará “custos mais elevados”.
A eurodeputada do Partido Socialista Elisa Ferreira dirigiu-se ao presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmando que a dose de austeridade tem que acompanhar o abrandamento da economia. Em resposta, Mario Draghi, citado pela Lusa, disse que uma atenuação na dose de austeridade podia pôr “em causa a credibilidade” dos programas de ajustamento e que “qualquer reprogramação traria custos mais elevados”.
O presidente do BCE falava esta segunda-feira na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu, em Bruxelas, onde afirmou que as reformas estruturais estão a ir pelo “caminho certo” e que “todos os países em situação de resgate têm obtido resultados”.
Mario Draghi citou os aumentos no nível das exportações como sinais positivos da saúde das economias que se encontram sob programas de ajustamento, incluindo neste pacote também o aumento nas exportações em Espanha. Para além deste facto, Draghi referiu-se também ao “avanço nos custos laborais unitários” em Portugal, Grécia e Irlanda.
Também esta segunda-feira, o Eurostat avançou que em Portugal o custo por trabalhador à hora aumentou 1,1% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado mostra o primeiro aumento desde 2011 e contraria a tendência de quebra no custo do trabalho em Portugal que se verificou ao longo do ano.

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