Mariano Rajoy afirma que não pede resgate, por não estar convencido dos seus benefícios

Presidente do Governo mantém a posição de não avançar para o resgate, mas de deixar a porta aberta para o fazer no futuro.

Primeiro-ministro espanhol diz que novo mecanismo de supervisão bancária europeia vai melhorar as condições da Espanha Pierre-Philippe Marcou/AFP

Forçado por lei a ir prestar declarações acerca das últimas duas cimeiras europeias, Mariano Rajoy compareceu no Parlamento espanhol nesta quarta-feira, depois de ter contornado 20 pedidos para esclarecer o Parlamento acerca da política económica do Governo espanhol, como afirma o El País.

Foi aí que o presidente do Governo espanhol afirmou que não pediu o resgate financeiro por não lhe ser claro ainda “que isso vá significar condições melhores de financiamento” e que, para o Governo espanhol, a União Europeia está a avançar de forma “desesperadamente lenta”, mas “na direcção correcta”.

O Governo espanhol mantém, como antes, a decisão de não avançar para um pedido de resgate internacional, mas de manter a porta aberta para essa possibilidade no futuro: “Tomámos a decisão de não o pedir [resgate financeiro] – e isso é uma decisão – e isso não significa que no futuro não tomemos a decisão de pedi-lo”, afirmou Mariano Rajoy, citado pelo El País.

O líder do executivo espanhol referiu-se ainda à decisão da última reunião dos ministros das Finanças da União Europeia de criar uma supervisão bancária para o sistema financeiro europeu, o que, afirmou Rajoy, melhora as condições do sistema financeiro espanhol.

Referindo-se também ao Orçamento Europeu, Rajoy congratulou-se por a decisão da cimeira europeia extraordinária de Novembro ter “melhorado a posição inicial de Espanha numa matéria tão sensível como a do orçamento da União Europeia”. 
 
 

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