Portugal ficou em décimo de um grupo de 16 países europeus no Relatório Europeu de Empreendedorismo, que conclui que 67% encara de forma “muito positiva” o empreendedorismo. Em todo o caso, o resultado português surge abaixo da média europeia, que se situa nos 69%.
Esta atitude perante o empreendedorismo é evidenciada pelos jovens abaixo dos 30 anos, que representam uns “surpreendentes” 76% do total das respostas realizadas no âmbito do estudo, disse a directora para as Relações Externas da Amway Europa, Mónica Milone.
Mesmo assim, um em cada três dos portugueses que participaram no estudo respondeu negativamente à possibilidade de virem a criar o seu próprio negócio.
Entre os países inquiridos, os resultados de Portugal situam-se em linha com os registados em Espanha e acima dos apontados para a Hungria, que contou 47% respostas positivas, e da Áustria e Alemanha, ambas com 35%.
Cerca de 40% das pessoas questionadas neste trabalho afirmaram, por seu turno, que se “imaginam, de facto,” a criar o seu próprio emprego e, no caso de Portugal, este potencial está acima da média europeia, que se situa nos 38%.
De acordo com o estudo, a independência face aos patrões e a realização pessoal são as dimensões que mais pesam na criação de um emprego próprio em Portugal e na generalidade dos países europeus.
Para Mónica Milone, em momentos de crise “as pessoas têm de ter nas suas mãos o seu destino e não depender dos outros”. Em Portugal nota-se que há “uma geração de novos empreendedores”, sobretudo jovens, sublinhou ainda.
Além disso, constata-se que, na próxima década, os jovens “podem contribuir para o crescimento da economia ao criarem o seu próprio emprego”, afirmou Mónica Milone, destacando que, de acordo com o estudo desenvolvido, os jovens europeus que mais estão “favoráveis ao empreendedorismo” pertencem aos países onde há crise.

Comentários