A Zon Multimédia apurou um lucro de 11,6 milhões de euros entre Janeiro e Março, mais 12,5% do que no mesmo período do ano passado. A operadora de telecomunicações, em processo de fusão com a Optimus, registou um ligeiro aumento de receitas e fechou o primeiro trimestre com um EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 83,1 milhões de euros.
De acordo com os resultados divulgados na noite de quinta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, a empresa liderada por Rodrigo Costa cresceu 0,9% nas receitas de televisão por subscrição, banda larga e voz, em relação ao último trimestre do ano passado, mas perdeu 1,8% em termos anuais.
O crescimento foi menor no total das receitas de exploração, que aumentaram 0,1%, para 214,3 milhões de euros.
O serviço Iris, sublinha a Zon, teve 49,6 mil de adesões, aumentando o número de clientes para perto de 285 mil (23,5% da base de subscritores de cabo).
Apesar dos efeitos das medidas de austeridade e da crise na confiança dos consumidores, diz a Zon, o número de clientes por cabo estabilizou nos 1,209 milhares.
Nos pacotes do chamado triple play (TV, Internet fixa e telefone fixo), o número de clientes aumentou 9,3%, para 781, 5 mil. Destes 64,6% são clientes de cabo, que a Zon diz ter um dos “níveis mais elevados do sector”.
Já na banda larga, a operadora teve um crescimento de 6,9% no número de clientes, que engrossaram para 799,9 mil (mais dez mil do que no mesmo período de 2012).
À Lusa, o administrador financeiro José Pedro Pereira da Costa sublinhou que o trimestre “foi um período de ganhos praticamente em todas as linhas de negócio”.
A operação da Zon em África, a Zap – nascida em parceria com Isabel dos Santos, maior accionista da Zon, para o negócio da televisão paga – “continua a registar um crescimento significativo em Angola e Moçambique”, enquadra a operadora portuguesa, tendo em conta o aumento de 55,8% nas receitas obtidas (33,4 milhões de euros) em relação ao último trimestre de 2012.
Sob proposta de Isabel dos Santos e da Sonaecom (dona desta operadora e do PÚBLICO), a Zon está em processo de junção com a Optimus, negócio que já recebeu luz verde da Anacom (o regulador do sector das telecomunicações) e que está agora dependente de decisão da Autoridade da Concorrência para avançar.
Não se opondo ao pedido requerido pela empresária angolana, filha do Presidente José Eduardo dos Santos, e da Sonaecom, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliário (CMVM) permitiu que o negócio se concretize sem ser necessário o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a Zon.
O “casamento” entre as duas operadoras resultará na criação da segunda maior empresa do sector das telecomunicações.

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