A Estradas de Portugal (EP) fechou 2012 com um resultado líquido de 37 milhões de euros, uma quebra de 74% em relação ao ano anterior, anunciou esta terça-feira a empresa liderada por António Ramalho.
No primeiro ano completo de receita de portagens nas ex-SCUT (vias sem custos para o utilizador), as receitas destas auto-estradas ficaram “francamente aquém dos estudos iniciais”, ao permitir um encaixe anual de cerca de 210 milhões de euros, disse o presidente da EP, em conferência de imprensa.
“A crise económica reflectiu-se quer em receitas de portagem quer na contribuição do serviço rodoviário que caiu 6% no último ano”, declarou António Ramalho.
Em 2012, as receitas de portagens aumentaram em 60% para 212 milhões de euros, mas o custo de cobrança de portagens também disparou de 17 para 42 milhões de euros, resultante do sistema de cobrança nas referidas ex-SCUT, os designados pórticos.
Ainda assim, as receitas operacionais registaram uma queda no último ano de 18%, para 1691 milhões de euros, decorrente da diminuição dos contratos de construção e da contribuição do serviço rodoviário (resultante da quebra da venda de combustíveis).

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