Lloyds acumulou prejuízos de 4,5 mil milhões de euros até Setembro

O presidente do banco, o português Horta Osório, está de baixa por fadiga devido a excesso de trabalho Andrew Winning/ Reuters (arquivo)

O banco Lloyds acumulou resultados negativos de 3,9 mil milhões de libras (4,5 mil milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, anunciou hoje o banco, na ausência do seu presidente executivo, António Horta-Osório.

Os resultados antes de impostos contrastam com os dois mil milhões de libras (2,3 mil milhões de euros) de lucro em igual período de 2010.

O banco justifica estes prejuízos com a necessidade de fazer provisões para indemnizar clientes a quem foram indevidamente vendidos seguros, o que já tinha sido feito para os resultados do primeiro semestre.

O Lloyds reservou 3,2 mil milhões de libras (3,7 mil milhões de euros) para compensar clientes insatisfeitos com os Seguros de Protecção aos Pagamentos (PPI na sigla inglesa).

Estes seguros deveriam cobrir pagamentos dos cartões de créditos ou outras despesas mensais no caso de o tomador ser despedido ou ficar doente.

Porém, gerou milhares de queixas por pessoas que não conseguiram accionar a apólice ou por terem assinado sem perceber que era voluntário.

Crise afecta receitas em 15%

O desempenho do Lloyds foi também afectado por uma quebra de 15 por cento nas receitas, atribuída à crise económica no Reino Unido.

Os resultados foram apresentados pelo presidente executivo interino, Tim Tookey, que acumula as funções com as de director financeiro na ausência de António Horta-Osório.

O gestor português pediu subitamente baixa médica por doença na semana passada, alegadamente devido a fatiga por excesso de trabalho, mas prevê regressar ao posto antes do final do ano.

O Lloyds, detido em 41 por cento pelo Estado britânico após um resgate forçado pela fusão em 2008 com o Halifax Bank of Scotland, é considerado líder de mercado na banca de retalho.

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