O secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, estimou nesta terça-feira que a linha de financiamento Investe QREN, que conta com mil milhões de euros, possa gerar “três mil milhões de euros de investimento produtivo” no país.
“Estão criadas todas as condições para que o investimento produtivo seja estimulado. Pensamos que a linha do Invest QREN possa induzir três mil milhões de euros de investimento produtivo no cômputo geral”, afirmou António Almeida Henriques.
Para se alcançar este resultado, o secretário de Estado destacou o facto de ter sido adoptado o pagamento dos reembolsos no prazo máximo de 30 dias e abolidas as exigências de garantias bancárias às empresas.
O governante falava aos jornalistas no final evento anual do Programa Operacional InAlentejo, este ano subordinado ao tema “Presente e Futuro – Empreendedorismo e Inovação no Alentejo”, que decorreu no auditório da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), em Évora.
De acordo com o secretário de Estado, foram aprovadas nos últimos avisos de candidaturas à linha de financiamento Investe QREN cerca de 200 candidaturas em todo o país, com um investimento de 580 milhões de euros.
“Há uma nova forma de olhar para os fundos comunitários. Optimizar, desburocratizar e por ao serviço da economia real e não de projectos megalómanos que eram eles próprios sorvedouros de muito dinheiro, mas que depois não chegavam às empresas”, realçou.
Durante a sessão, foram entregues 32 contratos de financiamento a promotores do Alentejo e da Lezíria do Tejo, no âmbito dos Sistemas de Incentivos às Empresas.
Destes contratos, o da empresa São Lourenço do Barrocal, Investimentos Turísticos Imobiliários é o que envolve o maior investimento, superior a nove milhões de euros, para a construção de um empreendimento turístico no concelho de Reguengos de Monsaraz.
“Foram entregues 32 contratos, mas estão aprovados 77, que representam mais de 60 milhões de investimento e 45 milhões de apoios públicos”, podendo vir a ser criados cerca de 1100 postos de trabalho directos, indicou o presidente da CCDRA, António Dieb.
O responsável explicou que alguns dos projectos já arrancaram no terreno, desde o início deste ano, quando abriram as candidaturas aos incentivos, e que maior parte deles têm conclusão prevista para o final do próximo.

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