O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, defendeu nesta terça-feira que a greve geral deste mês não poderia ser adiada para depois das férias porque é necessário substituir o Governo para resolver os problemas do país.
"Não podemos esperar por Setembro ou Outubro para fazer o que temos que fazer agora e o que temos que fazer é defender os nossos direitos e a nossa dignidade", disse Arménio Carlos à agência Lusa, no final da 6.ª Conferência sobre Igualdade entre Mulheres e Homens.
O sindicalista considerou que os problemas do país só se vão resolver quando o actual Governo, o Memorando da troika e a politica de direita forem afastados.
"Por isso dizemos que se justifica a demissão do Governo e que isso será um belíssimo contributo para resolver os problemas do país", afirmou.
A CGTP marcou na sexta-feira a greve geral de dia 27 pela antecipação de eleições e por novas politicas para o país.
A UGT decidiu na segunda-feira que também fará greve geral na mesma data pela mudança de políticas sociais e económicas, mas não exige a mudança de Governo.
Arménio Carlos salientou a importância da convergência na greve geral de modo a "combater os sucessivos pacotes anti-sociais e anti-laborais" aplicados pelo Governo.
"Mas ninguém deve esperar que este Governo vá mudar de política. Com este governo só se pode esperar mais austeridade e sacrifícios", afirmou.
O líder da CGTP considerou que vai ser necessário um grande trabalho de discussão e de auscultação dos trabalhadores, mas manifestou convicção que o resultado será "uma grande greve geral no dia 27".
O secretário-geral da CGTP encerrou a 6.ª Conferência sobre Igualdade com um longo discurso em que falou dos motivos que levaram à marcação da greve geral e da necessidade de se continuar a lutar pela igualdade no mundo laboral.
No final, disse à agência Lusa que o agravamento da austeridade tem aumentado os problemas de desigualdades entre trabalhadores e trabalhadoras, nomeadamente ao nível salarial.
"A diferença salarial entre homens e mulheres não pode continuar a acontecer", afirmou, lembrando que essa diferença chega aos 25 % nalguns sectores.

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