Com as eleições legislativas de Dezembro a aproximarem-se, o primeiro-ministro Yoshihiko Noda anunciou esta sexta-feira um novo pacote de estímulo monetário na esperança de que este, o segundo em pouco mais do que um mês, consiga aumentar o recessivo consumo interno e evitar que o Japão entre em recessão técnica até ao final de 2012.
Cerca de 8,2 mil milhões de euros serão libertados pelo Governo japonês com vários destinos de financiamento, como a reconstrução de áreas atingidas pelo terramoto de 2011, apoio ao emprego e uma linha de crédito a pequenas empresas, de acordo com o Financial Times. Em Outubro, o Governo tinha já anunciado que iria retirar das suas reservas cerca de quatro mil milhões de euros, que seriam dirigidos a esforços de reconstrução.
Para além destes estímulos governamentais, o Banco do Japão tem assumido uma linha de acção significativamente activa ao aumentar sucessivamente a capacidade do programa de compra de activos hipotecários na tentativa de melhorar o acesso a linhas de crédito das famílias e empresas e aumentar o consumo interno, que se coloca hoje como o principal obstáculo ao crescimento económico japonês.
Paira sobre o Japão a iminência de uma recessão técnica no fim de 2012, o que acontecerá caso se verifique uma nova contracção do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre do ano, que se seguiria à quebra de 0,9% nos meses de Julho, Agosto e Setembro. Segundo o Financial Times, os últimos indicadores económicos do Japão parecem apontar para uma ligeira recuperação, principalmente no campo da produção industrial, cuja produção subiu 1,8%.
As eleições antecipadas seguem-se à dissolução do Parlamento pelo primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, em Novembro. O primeiro-ministro tinha afirmado durante o Verão que iria dissolver o Parlamento face à grande contestação popular e política de que têm sido alvo as medidas de reestruturação orçamental do Governo.
Segundo os dados avançados pelo Financial Times, as sondagens apontam para a eleição do partido Liberal Democrata, no poder por grande parte dos últimos 55 anos de democracia japonesa e que lidera com 23% da intenção de voto. O partido democrata de Yoshihiko Noda aparece em terceiro lugar nas sondagens, com apenas 13% dos votos.

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