Nesta sexta-feira, Itália colocou 3500 milhões de euros de dívida a dois anos com juros 0,65 pontos percentuais abaixo do último leilão com esta maturidade e com uma procura 1,45 vezes superior à oferta. Em média, o Tesouro italiano pagou nesta sexta-feira 1,85% de juros, escreve a Bloomberg, menos do que os 2,50% exigidos em Outubro.
Os investidores não mostram sinais de nervosismo ante as eleições legislativas italianas marcadas para dia 22 e 23 de Fevereiro. Nos últimos dois dias, e em dois leilões distintos, a Itália conseguiu colocar no mercado um total de 13,5 mil milhões de euros com juros mais baixos.
Para além do leilão de 3500 milhões de euros, a Itália colocou ainda 813 milhões em obrigações a vencerem em Julho de 2017 e 687 milhões a vencerem em Outubro do mesmo ano, o que acrescenta mais 1500 milhões de euros em dívida.
Na quinta-feira, os custos de refinanciamento de Itália já haviam caído para mínimos de 2010 com o leilão de 8500 milhões de euros em dívida com o prazo de um ano. O Tesouro italiano pagou em média 1,456% de juros, menos 40% do que havia sido exigido no leilão da mesma maturidade de Dezembro e o valor mais baixo desde Abril de 2010.
A coligação centrista liderada por Monti não se encontra à frente das sondagens para as eleições de Fevereiro. No entanto, realça a Blooomberg, o ainda primeiro-ministro italiano é a escolha provável para uma coligação governamental no caso (também provável) de o partido do centro esquerda de Pier Luigi Bersani, na liderança das sondagens, não conseguir atingir a maioria parlamentar.
Notícia actualizada às 13h37: acrescentada informação acerca das eleições italianas.

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