O presidente executivo do Lloyds Bank, o português António Horta Osório, vai renunciar aos prémios de gestão do ano passado, depois de se ter afastado da instituição durante dois meses por doença, anunciou o banco britânico.
“Acho que o meu bónus deve reflectir o desempenho do grupo, mas também a difícil situação financeira que muitas pessoas enfrentam”, explicou António Horta Osório num comunicado de imprensa, citado pela Agência France Presse. “Também reconheço que a minha ausência teve um impacto sobre o banco”, incluindo os seus accionistas, acrescentou.
Segundo o sítio electrónico do jornal britânico Daily Mail, Horta Osório poderia aspirar a um prémio máximo de 225 por cento do seu salário anual, o que significa 2,4 milhões de libras (2,9 milhões de euros).
O presidente executivo do Lloyds voltou ao trabalho na segunda-feira, após dois meses de ausência por exaustão. A sua baixa por doença foi mal acolhida pelos mercados financeiros, preocupados com a falta de liderança de um banco detido em 41 por cento pelo Estado britânico e num período complexo para o grupo.
O presidente do conselho de administração, Winfried Bischoff, disse por sua vez que o conselho aceitou o pedido de Horta Osório de não receber nenhum prémio de gestão para o ano de 2011. O anterior presidente executivo, Eric Daniels, recebeu um bónus de 1,45 milhões de libras (1,7 milhões de euros) em 2010.
Os bancos divulgam geralmente os montantes dos prémios concedidos aos administradores em Janeiro, e este ano os bónus dos banqueiros estão a ser altamente escrutinados pela opinião pública devido à crise económica.
O ministro das Finanças conservador, George Osborne, disse na quinta-feira que esperava que este ano os bónus fossem menos significativos. “Não quero que os bónus de gestão premeiem as falhas mas sim o sucesso”, disse George Osborne no canal ITV.

Comentários