Horta Osório despede 570 trabalhadores do Lloyds

António Horta Osório assumiu a liderança no dia 1 de Março Reuters/Luke MacGregor

O banco inglês Lloyds Bank, presidido por António Horta Osório, vai despedir 570 empregados a trabalhar nas áraes comercial (retalho), dos recursos humanos e dos seguros.

A decisão de Horta Osório, que exerce funções no Lloyds desde o início deste mês, foi hoje anunciada e está a ser contestada pelos sindicatos que já avisaram que não a aceitarão. Alegam que a crise do subprime levou o Estado britânico a injectar cerca de vinte mil milhões de euros no banco para evitar a sua insolvência. Com mais de 250 anos, o grupo tem mais de 100 mil empregados em todo o mundo.

Na sequência da crise financeira, o Lloyds apresentou fortes prejuízos em 2008 e 2009, tendo o ano passado regressado aos lucros que totalizaram 2,6 mil milhões de euros (mais mil milhões que o valor registado no mesmo ano pelos cinco maiores bancos portugueses). Em 2009, o banco tinha cortado 26 mil postos de trabalho.

Em comunicado colocado no seu site oficial, Horta Osório, o ex-presidente do Santander Totta (e do Abbey, o banco inglês do grupo Santander) revela que, no quadro da sua reestruturação, vai ainda recorrer a serviços externos (outsourcing) na área do processamento de cheques e de crédito.

A reestruturação de que o Lloyds está a ser alvo tem sido justificada com o objectivo de reestituir ao Tesouro britânico, logo aos contribuintes, o dinheiro que foi injectado na instituição para evitar a sua falência.

Horta Osório, de 46 anos, recebe um vencimento fixo anual de cerca de 1,2 milhões de euros e terá direito a auferir um bónus discricionário de até 225 por cento desse valor. Segundo revelou há já algum tempo o The Guardian, o bolo total poderá ser de 8,8 milhões de euros.







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