A possibilidade de haver uma fusão entre a Zon e a Sonaecom, alimentada hoje pelo presidente da Optimus, fez disparar as acções das duas empresas na Bolsa de Lisboa. Os ganhos foram liderados pelos grupos na sessão desta sexta-feira, com subidas expressivas, de 7% e 9%.
O movimento ascendente nas cotações foi visível logo na abertura da sessão e intensificou-se ao longo do dia, fazendo eco das palavras do presidente da Optimus, Miguel Almeida, admitindo que uma fusão entre a Zon e a Sonaecom, à qual pertence a Optimus, “faz sentido”.
A subida foi mais expressiva durante a tarde. A Zon foi a cotada com o melhor desempenho no PSI-20, o principal índice da praça lisboeta, onde as acções da operadora de telecomunicações fecharam a valer 2,384 euros, mais 9,16% do que na sessão de ontem.
A Sonaecom (também proprietária do PÚBLICO) seguiu-lhe os passos, ao registar uma subida de 7,78%, com os títulos a terminarem nos 1,4 euros no fecho da sessão.
Miguel Almeida admitiu à agência Reuters estarem hoje reunidas “novas condições” para a Zon e a Sonaecom se unirem – uma hipótese sobre a qual há muito se especulava e que é agora colocada publicamente em cima da mesa depois das alterações na composição accionista da Zon.
A isso mesmo fez referência Miguel Almeida, ao lembrar que, há um ano, o capital da operadora concorrente estava mais fragmentado e tem hoje uma “dinâmica completamente diferente”. Em causa está o reforço accionista da empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, que é hoje a maior accionista da Zon, através das sociedades Jadeium e Kento (28,8%).
O mais recente reforço accionista de Isabel dos Santos deu-se com a compra da posição da Caixa Geral de Depósitos (CGD) na operadora de telecomunicações.
A valorização das acções da Zon e da Sonaecom aconteceu, de resto, num dia positivo no PSI-20 e nos índices de referência europeus, que vivem nas últimas semanas um movimento correcção num momento de aparente acalmia nos mercados financeiros.
O PSI-20 encerrou a crescer 1,69%, com 17 das actuais 18 empresas que o constituem a terminarem em alta. O BES foi a cotada com a terceira maior valorização (5,1%), seguindo-se a EDP Renováveis, que avançou 2,97%, e a Sonae, holding da Sonaecom, que valorizou 2,8%.

Comentários