Guardas prisionais regressam à greve segunda-feira

Sindicato insatisfeito com lentidão na negociação de novos estatutos

Guardas prisionais querem rapidez na elaboração de novo estatuto Paulo Ricca

Os guardas prisionais iniciam esta segunda-feira mais uma semana de greve, depois de uma primeira paralisação realizada no final de Abril.

 A greve estende-se até ao dia 11, sábado. No dia 16 haverá uma vigília frente ao Ministério da Justiça, em Lisboa. Uma outra paralisação poderá ter lugar entre 21 de Maio e 1 de Junho.

Em causa estão as negociações do estatuto profissional dos guardas prisionais, que uma legislação de 2008 obrigou que fossem renovados no prazo de seis meses. 

“Já passaram cinco anos e o nosso estatuto continua a ser o mesmo de 1993, apesar de todas as alterações que têm surgido em termos legislativos”, afirma Jorge Alves, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, citado pela agência Lusa. “Pretendemos a regulamentação do estatuto profissional de acordo com a lei e de acordo com o que está em vigor quanto à equiparação com o pessoal da Polícia de Segurança Pública”, completa.

No final da semana passada, o dirigente sindical admitira desconvocar o segundo período de greve, tendo em conta a proposta de calendarização de reuniões e a data limite para a aprovação do estatuto profissional apresentada pelo secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino.

No entanto, segundo Jorge Alves, esse calendário apresentava reuniões tão espaçadas que fazia com que, mais uma vez, a aprovação do estatuto fosse adiada por mais alguns meses, o que não satisfez os guardas prisionais.

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