Grupo TAP com prejuízos de 140 milhões até Junho

A TAP voa para 77 destinos Daniel Rocha

O grupo TAP apresentou prejuízos de 140 milhões de euros no primeiro semestre, três milhões acima do registado no período homólogo de 2011, atingindo capitais próprios negativos de 500 milhões, numa situação que a Parpública classifica como “crítica”.

Em relatório enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Parpública, detentora da TAP enquanto gestora das participações do Estado, acredita que o resultado “venha a recuperar, embora se anteveja como muito difícil a anulação do prejuízo agora registado”, com o endividamento a totalizar 1,1 mil milhões de euros.

“A situação financeira e patrimonial do Grupo TAP continua assim crítica com capitais próprios negativos que, após o prejuízo verificado no período, ultrapassam agora os 500 milhões de euros. A conquista de um accionista capaz de investir e dinamizar a reestruturação dos negócios é essencial e incontornável à manutenção de perspectivas de viabilidade empresarial do grupo”, considera a empresa.

A 16 de agosto, a TAP-SA, empresa que se dedica ao negócio da aviação, anunciou ter fechado o primeiro semestre deste ano com um prejuízo de 112 milhões de euros, uma subida de 14,6% em relação ao mesmo período de 2011.

Entre Janeiro e Junho deste ano, a TAP transportou 4.706.048 passageiros, mais 4,7% do que em igual período do ano passado, e aumentou a sua quota de mercado nos aeroportos portugueses para 41,7%.

Na Manutenção e Engenharia do Brasil, os prejuízos baixaram de 30,1 milhões de euros, no primeiro semestre do ano passado, para 20,7 milhões de euros no final dos primeiros seis meses de 2012.

A Groundforce (empresas de assistência nos aeroportos), que foi alienada, terminou o primeiro semestre com um prejuízo de 2,3 milhões de euros de euros.

A TAP é uma das empresas que consta da lista de privatizações do Governo. A 02 de agosto, o Conselho de Ministros aprovou a reprivatização da TAP, uma operação que irá integrar duas fases, uma através de aumento de capital e outra através da venda de acções.

A primeira será constituída por uma ou mais operações de aumento de capital da TAP- SGPS, “a subscrever por um ou mais investidores, bem como pela alienação de acções representativas do capital social da TAP - SGPS a um ou mais investidores”.

A segunda será através de uma Oferta Pública de Venda (OPV) de acções representativas do capital social da TAP - SGPS.

Ambas as operações “podem ser efectuadas total ou parcialmente, numa ou mais vezes, simultaneamente ou em momento anterior ou posterior entre si”.

O ministro da Economia garantiu hoje que a privatização da TAP, tal como a da ANA, está a decorrer segundo o planeado e deverá terminar até ao final deste ano, havendo já manifestações de interessados na transportadora área nacional.

O Barclays Capital, o Banco Espírito Santo de Investimento, o Citi Bank e o Crédit Suisse serão os assessores financeiros no processo de privatização da ANA e da TAP.

A TAP voa para 77 destinos em 35 países.

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues