Governo confirma “sinal” de 100 milhões para comprar a ANA

Tal como o PÚBLICO noticiou há uma semana, o vencedor da privatização da empresa terá de pagar de imediato esta quantia ao Estado para garantir que avança com a compra.

Quatro investidores entregaram propostas finais de compra pela ANA Miguel Manso

O valor foi confirmado nesta quarta-feira num despacho do Ministério das Finanças, publicado em Diário da República. O documento refere que “o montante da prestação pecuniária inicial” a avançar pelo investidor que for escolhido pelo Governo para adquirir a ANA é de 100 milhões de euros.

Tal como o PÚBLICO avançou em primeira mão, essa escolha será feita no dia 27 de Dezembro, em Conselho de Ministros. Os 100 milhões de euros terão de ser pagos até à assinatura do contrato de venda da gestora aeroportuária estatal, à qual concorrem quatro investidores.

O comprador eleito pelo executivo terá de avançar depois com o pagamento do montante que corresponder à diferença entre esses 100 milhões e o valor pelo qual se propôs comprar a empresa. Nessa quantia estará já incluído o dinheiro a pagar pela concessão dos aeroportos nacionais, que vale 1,2 mil milhões de euros (800 dos quais foram já avançados pela ANA, ainda enquanto empresa pública, para garantir o cumprimento do défice de 5% acordado com a troika para este ano).

Quatro investidores entregaram propostas finais de compra pela empresa, de entre os quais os alemães da Fraport e os franceses da Vinci, que terão feito a melhor oferta (três mil milhões de euros), de acordo com o Jornal de Negócios. Também estão na corrida um consórcio formado pela brasileira CCR, pelo fundo de investimento GIP e pela Zurich Flughafen, bem como o agrupamento liderado pela argentina Corporación América, em aliança com duas empresas nacionais: a Sonae Sierra e a Empark.
 

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