Os objectivos de crescimento vão ser muito menos ambiciosos, fruto da actual conjuntura económica, referiu esta quinta-feira a secretária de Estado, Cecília Meireles.
O novo Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), que vai estabelecer a estratégia do sector para o triénio entre 2013 e 2015, vai ter, como o PÚBLICO noticiou na semana passada, objectivos de crescimento muito diferentes daqueles que foram traçados em 2006, quando foram lançados pela primeira vez estas linhas orientadoras.
Esta quinta-feira, nas comemorações oficiais do Dia Mundial do Turismo, a secretária de Estado, Cecília Meireles, confirmou que “há que reconhecer as alterações conjunturais” a que Portugal foi sujeito e definir “objectivos mais realistas”.
O Jornal de Notícias noticiou ontem que o novo PENT prevê agora um crescimento médio anual das dormidas de 3% até 2015 e uma subida de 6,3% do lado das receitas. No entanto, estas metas ainda serão alvo de uma consulta pública, não sendo certo que se mantenham quando o documento ficar fechado.
Cecília Meireles afirmou que “os objectivos inicialmente previstos não foram cumpridos”, dando como exemplo o facto de a subida no número de hóspedes ter fixado 13% abaixo do esperado ou de as dormidas de turistas estrangeiros terem crescido apenas 0,7%, em vez dos 4,6% previstos.
O facto de se ter estabelecido metas que considerou “irrealistas”, por parte do anterior Governo, criou “um problema”, ao fazer com que houvesse “um crescimento no número de camas, que não conseguem ser preenchidas”, porque a procura esperada não se confirmou.
E, por isso, obrigam os empresários “a reduzir preços e margens”, o que conduz a “problemas financeiros”. Sobretudo porque houve uma “enorme componente imobiliária” associada a alguns projectos turísticos, que estava “excessivamente alavancada” no crédito, acrescentou a secretária de Estado.
Cecília Meireles adiantou que a prioridade agora não é o reforço da oferta, mas sim a sua requalificação. Além disso, haverá um maior “reconhecimento do turismo enquanto sector exportador” e três grandes programas estratégicos, que englobarão 37 projectos.
Tendo em conta a fase de consulta pública que agora se segue, a governante sublinhou que “o consenso vai ser uma peça fundamental nesta revisão”. A ideia do Governo é fechar este processo ainda em Outubro.

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