Governo angolano quer privatizar mais de 30 empresas até 2018

Construtora Bricomil, detida pela Sonangol, dois bancos governamentais e a seguradora Ensa estão entre as empresas que deverão ser postas à venda.

Siphiwe Sibeko/Reuters

Angola vai privatizar 33 das cerca de 90 empresas detidas pelo Estado nos próximos cinco anos para aumentar a eficiência e reduzir os custos, anunciou hoje o ministro da Economia, Abrahao Gourgel, em entrevista à agência financeira Bloomberg.

 

Entre as empresas que serão vendidas não está, para além das empresas do sector mineiro, a Sonangol, a petrolífera nacional, que obteve lucros de quase mil milhões de euros no ano passado, disse o governante, argumentando que o objectivo do plano é diversificar a economia.

“A guerra [civil que terminou em 2002], um mercado interno limitado a falta de capacidade dos compradores das empresas públicas no passado significa que apenas existe um limitado número de casos de sucesso, com a indústria cervejeira”, afirmou o ministro.

“A nova estratégia é vender as empresas não estratégicas, reduzir os custos e o número de subsídios do Executivo”, acrescentou Abrahao Gourgel

Entre as empresas que deverão ser postas à venda está a construtora Bricomil, detida pela Sonangol, dois bancos governamentais e a seguradora nacional Ensa - Seguros de Angola.

O sector mineiro também fica de fora destas privatizações devido à necessidade de o Estado suportar os avultados investimentos iniciais para projectos de extracção em larga escala.

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