Gigante tecnológica chinesa investe 10 milhões em centro de suporte

Paulo Portas marcou presença na inauguração do centro tecnológico da Huawei Rui Gaudêncio/PÚBLICO

Huawei emprega 100 pessoas em Portugal e inaugurou novas instalações, cumprindo um acordo assinado com a AICEP em 2010

A Huawei, líder mundial no fornecimento de redes de nova geração, inaugurou hoje um Centro Tecnológico de Suporte em Lisboa que envolve um investimento de dez milhões de euros. O projecto foi alvo de um acordo com a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), assinado em finais de 2010 no âmbito da visita oficial a Portugal de Hu Jintao, presidente da República Popular da China.

Dependendo da “evolução do mercado”, a empresa pretende recrutar 50 novos engenheiros, que se juntam aos actuais 100 trabalhadores. “As expectativas são boas”, disse Pedro Ferreira, presidente da Huawei em Portugal, sublinhando que a tecnológica “tem estado a recrutar continuamente”.

O sector das telecomunicações era, até agora, uma das faces mais visíveis dos investimentos chineses em Portugal. Além da Huawei, que tem parcerias com a Sonaecom (do grupo Sonae, que detém o PÚBLICO) e com a Portugal Telecom, também a ZTE fornece os operadores nacionais e está em território nacional desde 2003, empregando 50 trabalhadores. A China tornou-se, este ano, num investidor de peso em Portugal com os processos de privatização da EDP e da REN. A China Three Gorges comprou 21,35% da eléctrica, onde vai investir directamente 2,7 mil milhões de euros. Já a State Grid adquiriu 25% da gestora das redes de transporte de gás e electricidade, pelos quais deverá pagar 287,15 milhões de euros.

Diplomacia económica

Durante a inauguração do centro tecnológico da Huawei, Zhang Beisan, embaixador da China em Portugal, afirmou que estes investimentos e a cooperação com a AICEP corporizam uma “tradição de hospitalidade e bondade” na convivência entre os dois países. “Estamos confiantes de que a AICEP vai obter êxitos mais profícuos”, afirmou. Já Paulo Portas, ministro dos Negócios Estrangeiros, fez questão de explicar os motivos da sua presença, esta manhã na Huawai: “diplomacia económica”.

Portas salientou a importância deste “investimento qualificado” que trará oportunidades de trabalho e de “desenvolvimento de competências para trabalhadores e quadros com elevada formação”. “Está na vanguarda das relações económicas”, disse, acrescentando que o relacionamento entre Portugal e a China é “espectacular”.

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