General Motors dá passo de 4100 milhões de euros para acabar com controlo do Governo

Depois da falência de 2008, construtora automóvel anuncia "passo importante" no processo de recompra das acções detidas pelo Governo norte-americano.

Emnpresa automóvel foi resgatada por cerca de 37 mil milhões de euros em 2008 Jeff Kowalsky/Reuters

A maior construtora automóvel norte-americana anunciou nesta quarta-feira que iria comprar de volta 40% das suas acções ao Tesouro norte-americano e afirmou que o controlo do Estado deve acabar por completo dentro de cerca de um ano.

De acordo com o comunicado divulgado nesta quarta-feira pela General Motors, a operação de cerca de 4100 milhões de euros é um “passo importante” no caminho para terminar com o processo de resgate da empresa. Segundo o Financial Times, que cita o comunicado, o Governo norte-americano vai ficar ainda com uma participação de 19% do tecido accionista da construtora automóvel, porção esta que, no decorrer dos próximos 12 a 15 meses, deve ser recomprada através de operações de mercado aberto.

Em 2008 e 2009, um recém-eleito Barack Obama aprovou um programa de resgate financeiro à General Motors, que permitiu à empresa automóvel entrar num processo de falência gerida. Ao todo, o resgate custou à volta de 37 mil milhões de euros ao Estado norte-americano, e tornou-se no maior valor alguma vez pago para resgatar uma empresa.

Para além da General Motors, também a Chrysler foi alvo de um resgate financeiro nos EUA, tendo entretanto comprado a totalidade da participação do Governo.

Esta operação surge apenas duas semanas depois de o fundo de resgate criado pelo Governo norte-americano no pico da crise financeira de 2008, o Tarp, ter vendido também a sua participação na seguradora AIG, que havia sido resgatada num processo semelhante ao da General Motors e da Chrysler, afirma o Financial Times.

Estas operações surgem num esforço para reduzir o peso do fundo de resgate nos contribuintes. O Financial Times cita uma declaração do Tesouro norte-americano que, no início desta semana, afirmou que pretende fazer “progressos significativos” no decorrer de 2013 para reduzir a sua quota accionista em empresas resgatadas.

Segundo a Bloomberg, o departamento orçamental do Congresso norte-americano anunciou que o fundo de resgate às empresas norte-americanas poderia custar cerca de 18 mil milhões de euros aos contribuintes, menos do que os 81 mil milhões de euros que custava em Março de 2012. 

Comentários

Comentar

Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários.

Caracteres restantes:

Nos Blogues