A maior construtora automóvel norte-americana anunciou nesta quarta-feira que iria comprar de volta 40% das suas acções ao Tesouro norte-americano e afirmou que o controlo do Estado deve acabar por completo dentro de cerca de um ano.
De acordo com o comunicado divulgado nesta quarta-feira pela General Motors, a operação de cerca de 4100 milhões de euros é um “passo importante” no caminho para terminar com o processo de resgate da empresa. Segundo o Financial Times, que cita o comunicado, o Governo norte-americano vai ficar ainda com uma participação de 19% do tecido accionista da construtora automóvel, porção esta que, no decorrer dos próximos 12 a 15 meses, deve ser recomprada através de operações de mercado aberto.
Em 2008 e 2009, um recém-eleito Barack Obama aprovou um programa de resgate financeiro à General Motors, que permitiu à empresa automóvel entrar num processo de falência gerida. Ao todo, o resgate custou à volta de 37 mil milhões de euros ao Estado norte-americano, e tornou-se no maior valor alguma vez pago para resgatar uma empresa.
Para além da General Motors, também a Chrysler foi alvo de um resgate financeiro nos EUA, tendo entretanto comprado a totalidade da participação do Governo.
Esta operação surge apenas duas semanas depois de o fundo de resgate criado pelo Governo norte-americano no pico da crise financeira de 2008, o Tarp, ter vendido também a sua participação na seguradora AIG, que havia sido resgatada num processo semelhante ao da General Motors e da Chrysler, afirma o Financial Times.
Estas operações surgem num esforço para reduzir o peso do fundo de resgate nos contribuintes. O Financial Times cita uma declaração do Tesouro norte-americano que, no início desta semana, afirmou que pretende fazer “progressos significativos” no decorrer de 2013 para reduzir a sua quota accionista em empresas resgatadas.
Segundo a Bloomberg, o departamento orçamental do Congresso norte-americano anunciou que o fundo de resgate às empresas norte-americanas poderia custar cerca de 18 mil milhões de euros aos contribuintes, menos do que os 81 mil milhões de euros que custava em Março de 2012.

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