Os ministros das Finanças do Grupo dos Sete (G7) principais países industrializados do Ocidente apelaram aos países produtores de petróleo para que aumentem a produção para enfrentar “os riscos substanciais” que o elevado preço do barril de crude tem na economia mundial.
“Continuamos vigilantes quanto aos riscos que pesam na economia mundial (...). Encorajamos os países produtores de petróleo a aumentarem a sua produção para satisfazer a procura”, afirmaram os ministros dos principais países industrializados, num comunicado comum emitido ontem.
Os ministros do G7 – EUA, Japão, Alemanha, França, Grã-Bretanha, Itália e Canadá – disseram ainda que estão preparados para libertar as reservas estratégicas de petróleo para evitar maiores flutuações do mercado.
“O aumento actual do preço do petróleo reflecte as preocupações geopolíticas e alguns problemas no fornecimento”, consideraram os ministros das Finanças do G7.
“Neste contexto, e tendo em conta os riscos substanciais colocados pelos elevados preços do crude, estamos a acompanhar de perto a situação do mercado do petróleo”, referem ainda.
O G7 saudou ainda o empenho da Arábia Saudita, que na cimeira do G20 em Los Cabos, no México, em Junho, se comprometeu a mobilizar a capacidade de reposição quando necessário para garantir que a oferta é adequada à procura.
Hoje, o preço do barril de petróleo Brent para entrega em Outubro abriu hoje a descer no Intercontinental Exchange Future de Londres (que serve de referência para os preços em Portugal), situando-se nos 112,27 dólares, menos 0,31 dólares do que no fecho da sessão anterior. Tinha aliás começado antes a baixar nos mercados asiáticos, logo após o apelo do G7.

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