Forte desvalorização do BCP arrastava Bolsa de Lisboa

Foto: Rita Chantre (arquivo)

A Bolsa de Lisboa era a única em queda na Europa às 9h, arrastada pelo afundanço da cotação do BCP, que caía 14,6% àquela hora, depois de já ter cotado num novo mínimo histórico de 7,3 cêntimos por acção.

O PSI 20 caía então 0,31%, para 4478,7 pontos, não muito distante da desvalorização de 0,24% que se registava na abertura. Apesar de ter 11 acções a valorizar, os oito títulos que caíam eram “comandados” pelo BCP, o que não puxava o índice paras baixo. A ESFG ainda não tinha cotação do dia.

Esta é a terceira queda consecutiva da cotação do BCP depois de ser conhecido o plano de recapitalização do banco, através do qual o Estado vai injectar três mil milhões de euros, sendo os accionistas convidados a um aumento de capital de 500 milhões, em que o Estado assegura a tomada firme. Mais cedo, o banco já estivera a cair quase 18%, com o preço das acções num novo mínimo histórico de 7,3 cêntimos por acção.

A maior subida era do BPI (4,75%), seguido da Sonae Indústria (3,70%) e do BES (2,32%).

Na terça-feira, o principal índice da bolsa de Lisboa fechou a subir 0,46%, para 4492,70 pontos, em linha com a Europa, num dia em que os bancos também estiveram em destaque pela positiva e negativa.

A Bolsa de Tóquio encerrou com o índice Nikkei a subir 1,81%, quando se espera uma decisão do conselho de governadores do BCE, que se reúne na quinta-feira, para ajudar a resolver a crise da zona euro.

Era também a esperança no BCE que estava a ser avançada pelas agências como justificação para a subida generalizada das bolsas europeias.

As principais bolsas europeias abriram em alta. A Bolsa de Frankfurt tinha o Dax a subir 0,99% na abertura, enquanto em Londres o Footise subia 0,82%e em Paris o CAC avançava 0,62%.

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