FinSolutia quer recuperar activos tóxicos do ex-BPN

As propostas vinculativas para a gestão dos activos tóxicos do ex-BPN, concentrados na Parvalorem, terão de ser entregues até 27 de Maio.

A FinSolutia, gestora de processos de recuperação de créditos e de imobiliário, vai avançar com uma proposta para gerir os activos tóxicos do ex-BPN, transferidos para a Parvalorem (antes da privatização do banco), avaliados em 3,4 mil milhões de euros.

As propostas vinculativas envolvendo a gestão dos activos tóxicos (em incumprimento ou incobráveis) do ex-BPN, concentrados na Parvalorem, terão de ser entregues até 27 de Maio. Em causa estão quatro lotes: créditos a empresas com garantias hipotecárias; empréstimos a empresas sem garantias; financiamentos a particulares ou a empresários em nome individual com garantias hipotecárias; financiamento a particulares ou a empresários em nome individual sem garantias.

Na manhã desta terça-feira, num encontro com jornalistas, Nuno Espírito Santo, o presidente da gestora de processos de recuperação de créditos, criada em 2007, lembrou que a FinSolutia se candidata em parceria com a auditora e consultora PricewaterhouseCoopers (PWC), que “é líder na gestão de insolvências”. Actualmente, a FinSolutia gere activos de 800 milhões de euros.

“Não queremos ser 'cobradores de fraque', mas queremos apresentar uma proposta de recuperação e gestão de créditos com valor tangível que mitifique as perdas para os contribuintes”, assegurou Nuno Espírito Santo, notando que, desta vez, as comissões não serão cobradas à cabeça, mas só depois de recuperados os créditos.

Entre as sociedades (que cumprem os requisitos técnicos e financeiros exigidos) já seleccionadas pela Parvalorem, para se poderem candidatar à gestão dos portfólios sob sua gestão encontram-se, entre outras, e para além da FinSolutia (ex-quadros da UBS e do BESI), a Finangeste, (detidas em 44% pelo BdP e ainda pelo BPI, BCP e CGD), a Whitestar (ex-quadros portugueses do Lehman Brothers), a Eficco, a Servdebt e a Gesfon.
 
 

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