Fed ainda não vê condições para reduzir estímulos à economia dos EUA

Mantêm-se as fragilidades na recuperação económica dos EUA, afirmou Ben Bernanke no Congresso

Ben Bernanke avisou que o mercado de trabalho continua “débil” Alex Wong/Getty Images/AFP

O presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Ben Bernanke, recusou esta quarta-feira, numa audição no comité de economia do Congresso, dar qualquer indicação sobre o momento em que a instituição irá reduzir ou, mesmo, suspender a política de estímulos à economia que tem, actualmente, no terreno.

Para além de manter desde 2008 taxas de juro de referência anormalmente baixas (entre 0 e 0,25%), a Fed tem vindo a injectar dinheiro na economia real, através de compra de títulos de dívida num montante global de 85 mil milhões de dólares por mês.

Primeiro num testemunho escrito e, depois, nas respostas às perguntas de representantes e senadores, Bernanke insistiu que a política de estímulos “providenciou significativos benefícios” e ajudou à recuperação da maior economia do mundo – no rescaldo da crise financeira que eclodiu no final de 2008. Mas, apesar das boas novas, lembrou Bernanke, o mercado de trabalho continua “débil”, sustentando a ideia de que a recuperação a este nível não está ainda consolidada.

O responsável da Fed reconheceu como importante o recuo da taxa de desemprego de um pico de 10% para os actuais 7,5%, mas considerou que este nível não é ainda satisfatório. “Continua muito acima daquilo que seria um nível normal de longo prazo”, afirmou Bernanke na Comissão do Congresso.
 

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