EUA criam 155 mil postos de trabalho em Dezembro e mantêm desemprego nos 7,8%

A recuperação do mercado trabalho norte-americano manteve-se estável em Dezembro com a criação de mais 155 mil postos.

EUA criaram 1,8 milhões de novos postos de trabalho em 2012 Spencer Platt/AFP

A taxa de desemprego nos EUA manteve-se nos 7,8% em Dezembro, anunciou nesta sexta-feira o departamento do trabalho norte-americano.

A recuperação do mercado do trabalho continua a avançar, apesar da estagnação da taxa. Em Dezembro foram criados 155 mil novos postos de trabalho, de acordo com o relatório governamental.

O ritmo de crescimento na criação de emprego em Dezembro manteve-se semelhante ao do mês anterior, quando a economia norte-americana mostrou uma recuperação de 161 mil postos de trabalho. No relatório desta sexta-feira, o departamento do trabalho dos EUA reviu em alta a taxa de desemprego para Novembro, que antes tinha sido apontada para os 7,7% mas que voltou agora para a casa dos 7,8%.

O aumento de postos do trabalho foi distribuído em proporções semelhantes ao longo dos sectores da economia norte-americana. A maior recuperação de postos de trabalho aconteceu no sector da saúde, que contou um aumento de 45 mil postos em Dezembro.

O número de desempregados de longo-termo (mais de seis meses) manteve-se relativamente alto, na casa dos 39,1% do total de desempregados, avança o departamento do trabalho dos EUA.

No total de 2012, os EUA criaram 1,8 milhões de postos de trabalho, apesar das perdas constantes no emprego público, avança o New York Times. O resultado anual mostra uma melhoria em relação à recuperação de 1,6 milhões de postos em 2011. 

Ao traçar uma perspectiva para a evolução do mercado laboral em 2013, a Blooomberg debruça-se sobre as próximas discussões que devem tomar o Congresso norte-americano no decorrer dos próximos meses.

Para a estação televisiva, o crescimento dos postos de trabalho nos EUA depende das discussões que restaram para além do acordo para evitar o “precipício orçamental”: a redução do défice orçamental, do aumento do tecto máximo da dívida e dos cortes na despesa.

Já o New York Times e a Reuters antecipam que no decorrer do ano a recuperação de postos de trabalho se mantenha, mas que não seja suficiente para causar uma descida significativa na actual taxa de 7,8% de desempregados. 

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