EDP reforça investimento em renováveis fora da Península Ibérica e EUA

António Mexia falou hoje aos investidores Daniel Rocha

A estratégia de investimento da EDP nas renováveis vai passar pela entrada em novos mercados, como o México, Turquia, África do Sul e Marrocos, anunciou hoje o presidente executivo, António Mexia.

António Mexia, que falava numa apresentação da EDP Renováveis que se realiza no Porto, no âmbito do Dia do Investidor, salientou que o grupo necessita de uma alteração de estratégia devido à situação dos mercados nos Estados Unidos e na Europa. Enquanto nos EUA o sector das renováveis está “lento”, na Europa há também preocupação com os mercados financeiros, sublinhou.

Assim, além da entrada em novos mercados durante os próximos quatro anos, a companhia irá reforçar a presença noutros países onde hoje já está, como é o caso do Brasil, Roménia e Polónia.

“Precisamos de uma mudança da nossa estratégia”, indicou o presidente executivo, no início da apresentação aos investidores. “Haverá um ajustamento das prioridades, reconhecendo que os tempos mudaram. O auto-financiamento será importante”, sublinhou.

Uma das áreas onde a empresa pretende apostar será a energia solar, devido à descida dos custos, indicou por seu turno o presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto. Outro novo segmento, onde a entrada será para já cuidadosa, serão as eólicas em offshore.

Prevê-se a aplicação de cash-flow aos investimentos necessários. O novo accionista, a China Three Gorges, deverá adquirir participações minoritárias em parques eólicos da EDP Renováveis, num total de 2000 milhões de euros até 2015, dos quais 800 milhões de euros estão previstos até Maio do próximo ano.

No total, incluindo o investimento do accionista chinês e um cash flow>/i> operacional previsto de 3,8 mil milhões de euros até 2015, a EDP Renováveis deverá ter disponíveis um total de 7,3 mil milhões de euros.

Deste montante, 3,2 mil milhões serão aplicados em investimentos, outros 1,5 mil milhões na dívida e ainda 0,3 mil milhões de euros noutros custos. Disponíveis, incluindo para o pagamento de dividendos, deverão restar 2,3 mil milhões de euros entre 2012 e 2015, indicou hoje a EDP Renováveis.

Notícia actualizada às 17h36 Acrescentou-se informação sobre a aposta em novas áreas e origens do financiamento até 2015 e montantes previstos

Comentários

Os comentários a este artigo estão fechados. Saiba porquê.

Nos Blogues