O presidente executivo da EDP, António Mexia, considerou hoje “natural e adequado” o reforço dos poderes da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), sobretudo a concessão de poderes sancionatórios.
O Governo aprovou esta quinta-feira uma proposta de lei que reforça os poderes deste regulador com vista a sancionar possíveis atropelos à lei por parte das empresas que estarão no mercado liberalizado de electricidade e de gás.
“O reforço dos poderes da ERSE e, sobretudo dando-lhe poder sancionatórios, interpretamo-lo como alguma coisa de natural e adequado”, afirmou António Mexia, na apresentação dos resultados do primeiro semestre.
“Não temos nenhum problema sempre que o jogo é aberto e entendemos o jogo da regulação como alguém que está aqui para garantir justamente equilíbrio entre oferta e procura, condições estruturais ao desenvolvimento do sector”, declarou.
O secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, explicou recentemente no Parlamento que o fim das tarifas reguladas e o reforço do mercado liberalizado na electricidade e no gás “deve ser vigiado com muita atenção e com muita responsabilidade”, razão para o Governo “alterar o quadro legal da ERSE, principalmente o regime sancionatório”.
Lucro da EDP cai 4%, para 582 milhões de euros
No primeiro semestre, a eléctrica teve uma queda de 4% nos lucros em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado baixou para 582 milhões de euros.
Os resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) diminuíram 0,8%, para 1885 milhões de euros, sendo que as operações internacionais representaram 60%.
Mexia explicou que a manutenção do peso da actividade internacional “deve-se à capacidade de resiliência do portefólio e à diversificação dos activos”. No primeiro semestre, “o forte crescimento das renováveis foi anulado com a queda no Brasil, devido ao aumento do custo com a compra de energia”. Na Península Ibérica, acrescentou, “os resultados mantiveram-se estáveis, apesar de menor consumo, tempo seco e o aumento do custo do gás”.

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