Os ministros das Finanças da UE chegaram hoje a um consenso sobre a necessidade de a banca europeia aumentar o seu capital e de reforçar os mecanismos regulatórios, segundo declarações da vice-primeira-ministra espanhola, Elena Salgado, e do ministro das Finanças sueco Anders Borg.
“Há uma ideia, um consenso, de que é bom que, pouco a pouco, as instituições financeiras vão aumentando o seu capital para cumprir os requisitos”, disse a responsável espanhola à saída da reunião informal de ministros das Finanças da UE, em Wroclaw, na Polónia.
Salgado explicou que “não há nenhum número” concreto para essa recapitalização e sublinhou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) “já não fala” do número de 200 mil milhões de euros como estimativa das necessidades de capital da banca europeia para reflectir as perdas em dívida soberana. A ministra afirmou também que esta recomendação não afecta, para já, Espanha.
Anders Borg foi claro na afirmação de que a banca europeia precisa de dinheiro fresco: “[Há] uma necessidade evidente”. “O FMI disse claramente que o sistema bancário europeu precisa de ser reforçado”, disse sem adiantar mais detalhes.
O presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, disse na reunião de hoje que o BCE tem quantias de liquidez de quantia limitada, embora a curto prazo, o que para Salgado “não é óptimo”, mas significa que as necessidades da banca estão garantidas.
Por outro lado, segundo a ministra, a reunião de hoje também foi consensual quanto à necessidade de “tomar medidas para fortalecer o sector financeiro em vários âmbitos”. “É necessário acelerar a aprovação de todas estas reformas”, disse, explicando que é necessário reforçar a supervisão por parte das autoridades nacionais e europeias e homogeneizar de alguma forma os testes de solvência e fazer testes mais rigorosos para as entidades mais sistémicas.

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