Durão Barroso e Juncker em Atenas, na quarta-feira, para conservações com Samaras

O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, recebe na quarta-feira em Atenas o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, e o líder do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, no âmbito de uma ofensiva diplomática considerada crucial para a resolução da crise grega.

De acordo com a agência noticiosa AFP, Samaras decidiu envolver-se esta semana numa série de contactos cruciais para convencer os parceiros europeus a alargarem os prazos para a aplicação de novos cortes nas despesas, exigidos pelos credores internacionais, numa tentativa de manter o país na Zona Euro.

Os contactos de Samaras, desta vez acompanhado pelo seu ministro das Finanças Yannis Stournaras, prosseguem na sexta-feira em Berlim com a chanceler Angela Merkel, e no sábado em Paris, com o Presidente François Hollande.

O périplo diplomático poderá permitir a Samaras -- impossibilitado previamente de renegociar os termos do resgate da Grécia devido a uma infecção nos olhos --, pressionar os seus interlocutores quanto à necessidade de ter em consideração os argumentos de Atenas.

No âmbito do segundo memorando de entendimento negociado no início de 2012 com os credores internacionais (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), os dirigentes gregos comprometeram-se a promover cortes na despesa em troca de uma redução de 100 mil milhões de euros na sua dívida.

Desde então, o executivo de Atenas tenta encontrar a forma de garantir uma redução suplementar nas despesas de 11,5 mil milhões de euros em 2013-2014, através de novos cortes e novas reformas, incluindo a aceleração do programa de privatizações.

Durante esta semana, ainda segundo a AFP, Samaras deverá insistir junto dos seus interlocutores para um alargamento por mais dois anos, até 2016, do prazo para a aplicação das novas medidas de austeridade, no momento em que a Grécia se confronta com o quinto ano consecutivo de recessão.

As novas e impopulares medidas deverão incidir de novo nos salários, pensões e em novos impostos.

Mas no actual contexto, Samaras poderá argumentar que a Grécia tem direito a dois anos suplementares para a concretização do plano, pelo facto de o acordo negociado com os credores internacionais admitir um prolongamento do programa, caso a recessão seja mais pronunciada do que o previsto.



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