Desemprego na Grécia cresce 0,8 pontos num mês e está nos 26,8%

A Grécia divulgou os dados do desemprego para Outubro, que mostram um aumento de 7,1 pontos em relação ao mesmo mês de 2011.

O Governo grego pôs em marcha um processo de redução de 8000 postos de trabalho na função pública Louisa Goulimaki/AFP

A taxa de desemprego na Grécia subiu para 26,8% em Outubro, de acordo com os números avançados nesta quinta-feira pelo gabinete nacional de estatísticas grego.

Este valor representa um aumento de 7,1 pontos percentuais em relação com o mesmo mês de 2011, altura em que foi registada uma taxa de desemprego de 19,7%. 

Ao todo, a taxa corresponde a 1,3 milhões de desempregados, mais 368 mil do que em 2011.

Segundo os dados do Eurostat, a taxa de desemprego na Grécia encontrava-se nos 26% em Setembro. A confirmarem-se estes valores, a taxa de desemprego de Outubro significaria que houve um aumento de quase 1 ponto percentual apenas num mês (0,8%), ultrapassando assim a Espanha como o país da Europa com a mais alta taxa de desemprego. 

Mas os sindicatos afirmam que o número de desempregados é maior do que os valores que foram apresentados pelo gabinete nacional de estatísticas grego. Segundo os cálculos do Governo, o desemprego deve cair para os 24,7% em 2013. No sexto ano consecutivo de contracção económica, o Governo grego estima também que a economia do país sofra uma queda de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) até ao fim de 2013. 

Com a aprovação do Orçamento do Estado para 2013, o Governo grego pôs em marcha um processo de redução de salários e de corte de 8000 postos de trabalho na função pública. Os funcionários do Estado vão ainda ser alvo de cortes nas contribuições nas despesas de saúde e outros benefícios sociais. 

Em Novembro, o executivo liderado por Antonis Samaras conseguiu negociar com a troika a reestruturação das metas do acordo de ajustamento financeiro. O Estado grego beneficiou de uma extensão de 15 anos para o pagamento dos empréstimos e o diferimento no reembolso de parte dos juros. 

Em contrapartida, o Tesouro grego comprometeu-se com a redução da despesa pública, considerada insustentável pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e apresentada como condição para que este desse a luz verde para a entrega das tranches do empréstimo grego em atraso.

 

 

 

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