A redução no valor dos subsídios atribuídos às transportadoras do Estado pela prestação de serviço público ficou-se por 2,2%, quando o corte global nas indemnizações compensatórias alcançou 15%, passando de 380,6 para 324 milhões de euros.
De acordo com a tabela publicada quarta-feira em Diário da República, as empresas públicas de transportes vão receber um total de 214,4 milhões este ano, incluindo o valor atribuído pelos passes. Este valor compara com os 219,2 milhões concedidos em 2012.
A maior beneficiária este ano será a REFER, que receberá 53,8 milhões de euros – mais 10,5% do que em 2012. Não foi, porém, a única a registar uma subida no valor das indemnizações compensatórias. O mesmo aconteceu com a STCP (de 12,3 milhões em 2012 para 16,4 milhões este ano) e com a Metro do Porto (de 13,8 para 14,7 milhões).
Todas as restantes transportadoras sofreram cortes nos subsídios. O mais expressivo ocorreu na TAP, que ficará com apenas quatro milhões, quando em 2012 recebeu 6,2 milhões, o que corresponde a uma redução de 35,5%. Também a SATA (na vertente Açores e Internacional) teve um corte de 34%, passando de 13,5 para 8,9 milhões de euros este ano.
A ligeira redução no sector dos transportes públicos contrasta com a descida global de 15% nas indemnizações compensatórias atribuídas pelo Estado. Este patamar foi conseguido sobretudo à custa da RTP, que, tal como já era esperado, teve uma quebra abrupta no valor dos subsídios, que passam a fixar-se em 52 milhões de euros este ano, contrastando com os 90 milhões de 2012. Também a Lusa teve uma diminuição expressiva: de 19,1 para 13,2 milhões.
O sector privado, com o qual o Estado contratualiza a prestação de parte do serviço público, também não escapou. Face a 2010, a redução prevista é de 20,4%, com os subsídios a passaram de 28 para 22,3 milhões de euros.

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