A coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins acusou hoje o Governo de só conhecer o "verbo cortar", considerando "impossível o primeiro-ministro querer discutir a reforma do Estado", quanto tudo o que sempre fez "foi só cortar".
"Impossível é ter um primeiro-ministro que diz que quer discutir a reforma do Estado, quanto tudo o que ele fez, e sempre, foi só cortar. Cortar salários, pensões, serviços públicos. Cortar é o único verbo que [membros do Governo] conhecem", disse Catarina Martins, numa sessão pública que serviu para apresentar os cabeças de lista do Bloco à câmara e à assembleia municipais de Serpa.
Na sua intervenção, Catarina Martins criticou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, por anunciar que "quer debater uma reforma do Estado ao mesmo tempo que entrega na Assembleia da República um orçamento rectificativo, que, na realidade, tudo o que mostra é que o que este Governo quer é fazer mais do mesmo".
"É mais daquilo que tem sido a política de destruição da economia, do emprego, do ataque aos salários, às pensões, esta política do abismo, que nos põe cada vez mais próximos da bancarrota e que empobrece as pessoas a cada dia que passa", acrescentou.
Apesar de reconhecer que, "neste momento tão difícil", é "complicado" aderir a uma greve e "prescindir de um dia de salário", a coordenadora do Bloco de Esquerda apelou à participação nas greves de professores, entre os próximos dias 7 e 14, na greve geral de professores, no próximo dia 17, e na greve geral, no próximo dia 27.
"Tem existido tanta chantagem contra os professores", mas a responsabilidade das paralisações dos docentes "é inteira do Governo, porque é o Governo que quer despedir professores, enfraquecer a escola pública e está, assim, a prejudicar, e muito, o direito das crianças e dos estudantes à educação", referiu.
Por outro lado, disse, "faremos uma greve geral, porque acreditamos que é preciso futuro para o país, porque não somos ratos de laboratório", nos quais a 'troika' possa "levar a cabo as suas experiências liberais e destruir tudo o que foi conquistado com tanto trabalho na nossa democracia".

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