Consumidores estão menos pessimistas sobre situação económica e evolução do desemprego

Confiança dos consumidores e clima económico melhoraram em Janeiro.

As apreciações dos consumidores sobre a poupança têm vindo a melhorar Nuno Oliveira

O índice de confiança dos consumidores portugueses, medido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) prolongou em Janeiro o movimento de recuperação iniciado há um ano, graças a uma melhoria, já visível nos meses anteriores, nos indicadores sobre a evolução do desemprego e da situação económica do país.

Os indicadores de conjuntura divulgados nesta quinta-feira pelo gabinete estatístico mostram ainda que os consumidores estão também menos pessimistas em relação às expectativas sobre a capacidade de poupança nos próximos 12 meses. Mas registou-se um agravamento na avaliação feita pelos consumidores sobre a situação financeira do agregado familiar, interrompendo a subida que se verificava desde Junho.

A inversão faz-se sentir no primeiro mês do ano em que a generalidade dos funcionários públicos sentiu o impacto do agravamento dos cortes salariais, o aumento das contribuições para a ADSE e uma retenção na fonte de IRS mais elevada.

O índice de confiança, que desde o início da série, em 1997, está em terreno negativo, passou de -40,4 pontos para 36,7 (o valor mais alto desde Abril de 2010).

Sobre a evolução do desemprego, que nos dados do Eurostat atingia em Novembro 15,5% da população activa, o “saldo de expectativas” dos consumidores “apresentou uma forte diminuição”, ao passar de 39,8 pontos para 32,7.

Quanto à poupança, as apreciações feitas pelos consumidores têm vindo a melhorar desde o início do ano passado, trajectória que se manteve no mês que agora termina. A recuperação que se verificou em Dezembro nas opiniões sobre a compra de bens duradouros (onde se incluem carros e electrodomésticos) manteve-se, colocando este indicador no valor mais alto desde Junho de 2008.

Perante o aumento dos níveis de confiança dos consumidores e um crescimento do emprego, o Banco de Portugal aposta num aumento do consumo privado em 2014., razão determinante para a instituição ter revisto em alta as previsões de crescimento da economia este ano. A contar com um crescimento no consumo de 0,3% — uma projecção mais optimista do que a do Governo, que aponta para uma variação de 0,1% —, o banco central prevê que o produto interno bruto cresça 0,8% este ano.

A confiança dos empresários está a aumentar desde Julho em todos os sectores de actividade inquiridos pelo INE — indústria, comércio, serviços, construção e obras públicas. O indicador de clima económico aproxima-se de terreno positivo, ao passar de -1,1 pontos para -0,8.

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