À entrada da reunião do Ecofin, na Polónia, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, pediu à União Europeia que execute todas as medidas com que se comprometeu, dizendo que só assim se conseguirá travar o contágio da crise grega.
“Esta reunião é para decidir o que é necessário para completar a execução de todas as medidas que foram anunciadas na cimeira de 21 de Julho”, quando os chefes de Estado e de Governo da UE chegaram a um compromisso sobre o segundo pacote de ajuda à Grécia e sobre o reforço e flexibilização do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF), afirmou hoje Vítor Constâncio, à entrada da reunião dos ministros das Finanças da zona euro, em Wroclaw, na Polónia, onde os líderes europeus irão tentar encontrar saídas para o impasse em torno do novo resgate à Grécia.
O vice-presidente do BCE disse esperar que todas as medidas sejam tomadas até ao final deste mês, admitindo que “há sempre contágio nesta situação enquanto tudo não ficar esclarecido e executado”, referindo-se, nomeadamente, à exposição de Portugal à crise.
Os ministros das Finanças europeus iniciaram hoje de manhã uma reunião de dois dias em Wroclaw para discutir a crise da dívida soberana. A Grécia é a questão central, pois é preciso desbloquear o segundo processo de ajuda ao país, que tem sido sucessivamente adiado devido à negociação de garantias exigida por alguns Estados europeus, como a Finlândia.
Ontem, em declarações a uma agência local, a ministra das Finanças finlandesa, Jutta Urpilainen, disse que não há soluções à vista hoje sobre as garantias pedidas por Helsínquia, uma questão que tem gerado ondas de crítica por parte de outros membros da zona euro.
Após a reunião matinal do Eurogrupo, aos 17 ministros da Zona Euro juntam-se os restantes 10 ministros das Finanças da União Europeia, para um conselho informal que se prolonga ate sábado a tarde. Este irá juntar muitos outros governantes, entre os quais os governadores dos bancos centrais dos Estados-membros, como é o caso do governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e de convidados como o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner.

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