Confederação do Comércio recusa subida do IVA para compensar redução da TSU

João Vieira Lopes quer saber "como se garante a sustentabilidade da Segurança Social" Foto: Rui Gaudêncio

João Vieira Lopes, presidente da CCP, quer saber como é que o Governo vai compensar os 840 milhões de euros decorrentes do eventual corte na taxa social única.

A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) aceita uma descida da taxa social única (a contribuição paga pelos patrões para a Segurança Social), mas quer saber como é que o Governo irá garantir a neutralidade orçamental da medida que está a ser estudada no âmbito do Orçamento do Estado para o próximo ano.

Um eventual aumento do IVA para compensar o custo com esta medida é, à partida, rejeitado pela CCP.

“Não nos vamos pronunciar sobre a medida antes de a conhecermos”, disse ao PÚBLICO o presidente da CCP, João Vieira Lopes.

“Em primeiro lugar, queremos saber como se garante a sustentabilidade da Segurança Social e, em segundo lugar, que medidas de compensação o Governo vai tomar para garantir a neutralidade da medida. Se isso passar pela subida do IVA somos contra”, justificou o responsável.

No relatório da quarta avaliação do memorando de entendimento assinado com a troika, conhecido esta terça-feira, o Governo compromete-se a estudar a redução da TSU para segmentos específicos do mercado de trabalho, nomeadamente os jovens e os trabalhadores com baixos salários.

A medida deverá custar aos cofres da Segurança Social 840 milhões de euros, que terão de ser compensados de alguma forma.

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