A concessão de crédito caiu 6,6% até Março, cifrando-se em 860 milhões de euros (menos 61,3 milhões do que em igual período de 2012), revelou nesta segunda-feira a Associação de Instituições de Crédito Especializado (Asfac).
Esta redução ficou a dever-se, em grande parte, ao crédito clássico concedido a particulares, que representa 91,7% do total desta categoria de empréstimos, ficando os restantes 8,3% nas mãos das empresas. A quebra no crédito clássico às famílias foi de 12,6%. No caso das empresas, o recuo foi de apenas 3,5%.
Mais de 60% dos montantes concedidos no crédito clássico, que representa 31,8% do total de financiamentos concedidos, foram destinados à aquisição de meios de transporte, seguindo-se a compra de artigos para o lar (18%) e o crédito pessoal (14%).
Nesta última categoria, assistiu-se a um aumento de 4,5% no valor dos empréstimos concedidos, para um total de 38,7 milhões de euros. Já o crédito para aquisição de meios de transporte e de artigos para o lar seguiu a tendência verificada no primeiro trimestre, com quedas de 16,9% e de 10,3%, respectivamente.
Entre Janeiro e Março deste ano, foram celebrados 83.806 contratos associados a crédito clássico, sendo que 98,1% partiram de particulares. O valor médio dos contratos foi de 3267 euros, o que significa uma redução de 7,5% face ao mesmo período de 2012.
No que diz respeito ao crédito stock (financiamento de bens em que a aquisição tem como objectivo a revenda concedido aos fornecedores para que possam repor os stocks), que representa 40,4% do total de empréstimos concedidos, verificou-se um recuo homólogo de 20% nos primeiros três meses do ano.
Em sentido contrário, o crédito revolving (associado a planos de amortização da dívida e à existência de um plafond, como é o caso dos cartões de crédito) registou uma evolução de 35%, confirmando o movimento ascendente que se observou ao longo de 2012.

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