O Governo recebeu já luz verde para formalizar a nomeação da nova Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, depois de a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CRESAP) ter emitido uma opinião positiva sobre o recrutamento de João Coutinho. A CRESAP, liderada por João Bilhim, continua sem receber pedidos de parecer sobre os nomes que vão ocupar as vagas abertas para a administração não executiva.
Para além da confirmação do ex-administrador do Barclays, João Coutinho, na equipa de gestores executivos da CGD [um nome que já tinha sido mencionado pelo Diário Económico como tendo sido convidado e estando a aguardar o parecer da CRESAP], para a Comissão Executiva da Caixa vão entrar mais dois nomes: Ana Cristina Leal, macroeconomista e directora do gabinete de Estudos do Banco de Portugal, e Maria João Carioca, gestora da SIBS.
Na semana passada, a CReSap já informara ter uma opinião favorável sobre as duas novas gestoras da CGD pelo que estão criadas as condições para a nomeação formal da Comissão Executiva, que vai manter à frente José Matos, que teve o mandato renovado por mais três anos. Nuno Fernandes Thomaz, João Palma e José Cabral dos Santos continuam como executivos. Já Norberto Rosa e Rodolfo Lavrador deixam a instituição pública.
Já foi confirmada a nomeação do economista Álvaro Nascimento, até aqui administrador não executivo, como novo presidente do Conselho de Administração da CGD, em substituição de Faria de Oliveira (que se vai dedicar a tempo inteiro à Associação Portuguesa de Bancos). Mas o PÚBLICO apurou junto de fonte oficial da CRESAP que até ao final desta manhã o Governo ainda não solicitara pedidos de parecer sobre os novos administradores não executivos da CGD que vão ocupar as vagas abertas pela saída de Faria de Oliveira, a subida de Nascimento a chairman e a renúncia do advogado Pedro Rebelo de Sousa.
Segundo o Jornal de Negócios e o Diário Económico, o Governo tem tido dificuldades em recrutar gestores não executivos. Mas também é admissível que as Finanças, que tutelam a CGD, procurem alargar o número de administradores não executivos de modo a criar maior transparência e maior controlo sobre a equipa executiva.
Depois de a última Assembleia Geral da CGD, que decorreu sexta-feira passada, não ter confirmado os novos órgãos de gestão, o Governo pode agora nomear o novo Conselho de Administração e Comissão Executiva, sem necessidade de convocar uma reunião magna.

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