A Confederação Empresarial de Portugal (CIP) apelou, esta quarta-feira, a um esclarecimento rápido das dúvidas de Cavaco Silva sobre três medidas do Orçamento do Estado, enviadas ao Tribunal Constitucional (TC).
O Presidente da República pediu ao TC a fiscalização das normas relativas à suspensão do pagamento do subsídio de férias (em geral e para aposentados e reformados) e à contribuição extraordinária de solidariedade. Em comunicado, a CIP considera que as interrogações de Cavaco sobre a “justa repartição dos sacrifícios” devem ser “esclarecidas o mais rapidamente possível, de forma a assegurar a necessária estabilidade na governação do país”.
A confederação defende que é preciso interromper o “círculo vicioso de austeridade orçamental e recessão” através de um equilíbrio entre o programa de consolidação orçamental e o crescimento económico. Isso exige “a tomada de medidas de estímulo à competitividade, crescimento e emprego dirigidas às empresas e à recuperação da confiança dos portugueses”.
Liderada por António Saraiva, a CIP diz estar disponível para “trabalhar empenhadamente” com o Governo, forças políticas e parceiros sociais para que, em 2013, “se inicie um ciclo de crescimento da economia”.

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