António Saraiva admite que será difícil ultrapassar problemas sem a ajuda da União Europeia.
O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, desvalorizou hoje as previsões da OCDE sobre o aumento do desemprego e a recessão económica, mas admitiu que será difícil ultrapassar os problemas sem ajuda a União Europeia.
“São previsões que nos dão indicadores que não apreciamos mas as previsões valem o que valem, não vamos desanimar”, disse António Saraiva, após um almoço-debate sobre os desafios da economia portuguesa.
O presidente da CIP reconheceu, no entanto, que será difícil voltar ao crescimento económico, já que não depende só de Portugal: “Se a União Europeia não nos ajudar, dificilmente Portugal vai conseguir. É na UE que reside a solução para os nossos problemas”, frisou.
António Saraiva comentou ainda que os dados da OCDE “evidenciam a gravidade da situação de emergência” do país. Contudo, “mais importante [do que as previsões] é o que a União Europeia pode fazer pela economia”, na promoção do investimento público e privado, afirmou.
“Somos culpados da situação a que chegámos, mas já não sairemos sozinhos da crise em que nos encontramos”, sustentou o presidente da CIP, frisando a necessidade da UE avançar para uma harmonização fiscal e política que garanta a sua coesão.
A CIP irá defender “alterações ao programa de ajustamento” na próxima segunda-feira, quando reunir com os elementos da ‘troika’ que estão em Portugal para nova avaliação.

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