China lança investigação anti dumping sobre vinho europeu

Esta é a resposta de Pequim aos impostos temporários sobre os painéis solares chineses ontem decretados pela União Europeia.

Foto: Jason Lee/ Reuters (arqivo)

O governo de Pequim lançou, nesta quarta-feira, uma investigação anti dumping sobre o vinho europeu. A decisão foi tomada um dia depois de a União Europeia (UE) ter decidido lançar um imposto temporário sobre os painéis solares importados da China.

O Ministério chinês do Comércio anunciou, num comunicado, que “o governo iniciou uma investigação anti dumping e anti subvenção sobre os vinhos provenientes da União Europeia”, mas não deu mais detalhes sobre o alvo e o período durante o qual decorrerá esta investigação.

O dumping é uma prática comercial que consiste em vender os produtos abaixo do custo de produção. A UE alega que os produtores de painéis solares chineses têm recorrido a este expediente, prejudicando a indústria europeia. Por isso decidiu criar um imposto temporário sobre os painéis importados da China, para punir essa prática.

A China opõe-se “veementemente” à medida e, refere o comunicado , considera as tarifas como “impostos injustos contra os produtos fotovoltaicos chineses exportados para a Europa”.

“O Governo chinês e a indústria mostraram grande sinceridade e fizeram um enorme esforço ao resolverem o assunto pela via do diálogo e consultas”, afirmou o porta-voz do Ministério do Comércio, Shen Danyang.

Indicou ainda que a China espera que a Europa “demonstre maior sinceridade e flexibilidade para encontrar uma solução que seja aceitável por ambas as partes através de consultas.

Na terça-feira, a Comissão Europeia impôs impostos temporários sobre os painéis solares chineses, apesar da oposição de alguns países, nomeadamente a Alemanha, e das advertências de Pequim.

O comissário europeu do Comércio, o belga Karel de Gucht, disse que os painéis estavam a ser vendidos 88 % abaixo do custo no mercado europeu e que o dumping estava a prejudicar a indústria solar europeia.

A UE optou por medidas progressivas. A partir de quinta-feira, 6 de Junho, será aplicada uma tarifa média de 11,8 % e, dois meses depois, a 6 de Agosto, passará para 47,6 %, caso a Comissão não chegue a acordo com Pequim.

Segundo informação avançada pela BBC, a China é o maior produtor mundial de painéis solares e em 2011 exportou 21 mil milhões de euros destes equipamentos. Mas estes números têm sido ensombrados por alegações de que a China está a usar práticas comerciais pouco claras.

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