A Caixa Geral de Depósitos (CGD) decidiu vender a sua participação de 1% no capital da Galp englobada na operação de alienação em mercado de 5% da petrolífera lançada pela ENI, que se realiza na terça-feira.
O banco estatal poderá encaixar cerca de 101 milhões de euros com esta venda, tendo em conta o valor de fecho dos títulos na sessão de hoje da bolsa portuguesa (12,215 euros), caso a oferta seja totalmente subscrita, deixando de ser accionista da petrolífera liderada por Ferreira de Oliveira.
Em comunicado, a petrolífera italiana ENI anunciou que vai colocar no mercado 49,8 milhões de acções, que incluem a participação de 1% do banco público, o que estava previsto no acordo estabelecido em Março, que estabelecia que a CGD pudesse exigir a venda da sua participação na Galp quando a ENI avançasse com a operação.
O acordo entre a Amorim Energia, a ENI e a CGD, celebrado em Março, prevê que a ENI venda em bolsa 18% do capital da Galp.
Segundo o mesmo acordo, o empresário Américo Amorim tem a opção de compra ou de indicar um comprador para 10,34% do capital da Galp Energia detidos pela ENI, depois de em Julho já ter adquirido 5%.
Depois desta venda, a petrolífera italiana terá ainda 13% da Galp para dispersar no mercado.
Paralelamente, a ENI vai lançar uma oferta de obrigações convertíveis em acções, com maturidade de três anos e cupão entre zero e 0,25% ao ano, esperando arrecadar 1,1 mil milhões de euros com a emissão.
Porém, segundo o comunicado, a petrolífera italiana espera encaixar um prémio entre 30 e 35% acima do preço de colocação das obrigações, na altura da sua conversão em acções.
Antes do acordo de Março, os italianos da ENI detinham uma participação de 33,34% na petrolífera nacional, sendo que no final das várias operações será consumada a saída definitiva da italiana do capital da Galp.

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