Bolsas europeias caem há três semanas

Preocupação pelo eventual fim dos estímulos da Reserva Federal norte-americana.

Reuters

As bolsas europeias registaram na semana passada a terceira semana consecutiva de perdas, num contexto de preocupação pelo eventual fim dos estímulos da Reserva Federal em Setembro e devido à ausência de novas medidas por parte do Banco Central Europeu.

O índice que mede 600 acções europeias, o Stoxx Europe 600, caiu 1,8% para 295,4 pontos, criando a maior série de perdas semanais em dois meses, de acordo com a contabilização feita pela agência financeira Bloomberg.

O Banco Central Europeu manteve na semana passada a taxa de referência para os juros em 0,5%, o valor mais baixo de sempre, e absteve-se de anunciar novas medidas de estímulo à economia.

As bolsas, na semana passada, caíram em todos os mercados europeus, com excepção da Irlanda. O índice de referência do Reino Unido perdeu 2,6%, o alemão 1,1% e o francês CAC40 desvalorizou 1,9%.

Em Portugal, a semana também foi de perdas, com uma desvalorização de 1,5% que fez o PSI20 cair de 5.939,43 pontos, no final da semana passada, para 5.850,07, esta sexta-feira, embora até tenha fechado a semana a subir 0,9%.

Os vários discursos e intervenções de responsáveis da Reserva Federal norte-americana na semana passada criaram nos investidores o receio de que o banco central dos Estados Unidos possa começar já em Setembro a reduzir os estímulos à economia, nomeadamente através do fim do programa de compra de dívida pública, no valor de 85 mil milhões de dólares por mês.

A divulgação de novos dados sobre a confiança dos investidores na zona euro é um dos destaques da próxima semana no que aos mercados e dados macroeconómicos diz respeito.

De acordo com a análise feita à Lusa pelo analista de mercados do Millennium Investment Banking, Ramiro Loureiro, o valor do indicador deve ter melhorado em Maio.

Ainda no plano macro, serão divulgados novos números em diferentes estados-membros da União Europeia, incluindo a produção industrial em França e o PIB de Itália.

Alemanha, Grécia e Itália têm previstos vários leilões de dívida pública esta semana.

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