O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio caiu nesta quinta-feira 7,32%, a maior queda após o tsunami de 2011, penalizada pela contracção dos dados preliminares da actividade industrial na China, de acordo com analistas locais.
O Nikkei encerrou a desvalorizar 1.143,28 pontos, ou 7,32 %, fixando-se nos 14.483,98 pontos. O volume de negócios na praça financeira de Tóquio atingiu as 7650 milhões de acções, o maior desde a criação da bolsa de valores em 1949, indica a AFP.
O segundo indicador, o Topix, que agrupa os valores da primeira sessão, teve também um forte recuo, de 6,87 %, levando o índice para os 1.188,34 pontos.
A quebra registada na sessão desta quinta-feira está relacionada com a divulgação de o indicador da produção industrial da China, que caiu pela primeira vez em sete meses, refere a agência Efe, citando analistas locais.
A desvalorização é também na primeira reacção do mercado bolsista japonês às indicações sobre a actividade económica dos Estados Unidos dadas na véspera pelo Presidente da Reserva Federal. No Congresso norte-americano, o presidente da Fed, Ben Bernanke, reconheceu ser cedo para reduzir os estímulos económicos garantidos pela autoridade monetária.
A perda de 7,32 % é a maior registada desde a desvalorização de 10,55 % a 15 de Março de 2011 (perante os receios motivados pela crise nuclear na fábrica de Fukushima) e a terceira maior queda da história da Bolsa de Tóquio.
Desde meados de Novembro, o Nikkei tinha subido cerca de 70% e só em 2013 aumentou mais de 40%.

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